terça-feira, 10 de março de 2026

Sinais de primavera

 Finalmente a chuva acalmou e nestes últimos dias deixou-nos sair da sala para explorar o recreio!

Alguém comentou que os dias até já parecem de primavera e a professora pediu-nos para procurar alguns sinais disso na natureza.

A maioria das árvores aparentemente ainda está sem folhas, mas, se observarmos bem, começamos a ver que as primeiras começam a brotar, sobretudo nos salgueiros que estão encostados à rede da escola, nos amieiros e nas aveleiras.

Outro sinal de primavera são os pássaros que escutamos e vemos a sobrevoar a escola. Sabemos que pelo menos uma das caixas-ninho está habitada por uma família de chapins!



As primeiras flores também já surgem, como estas do alecrim.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Um novo habitante no charco

Hoje o Vicente trouxe uma surpresa para o charco, um tritão de-ventre-laranja !

Nós sabemos que não devemos retirar os animais do seu habitat, mas esperamos que este tritão goste desta nova casa e faça amigos com os animais que já lá vivem, as rãs e outros tritões!

Sabemos que estes animais devem ter o corpo sempre húmido por isso ele foi sempre transportado numa caixa com água da ribeira. 

Com muito cuidado, o Vicente colocou-o na água do charco mais antigo.

Não quisemos colocá-lo no novo charco porque as suas margens ainda não estão preparadas para receber animais porque faltam as pedras que vão delimitar as margens permitindo-lhes subir e descer e abrigar-se. neste charco temos também uma tarefa, retirar o pinheiro que caiu durante o temporal.

Quando nos aproximávamos começamos a ouvir o barulho dos saltos das rãs para o charco!! Havia mesmo muitas rãs que estavam a aproveitar o calor do sol e que pularam para a água quando nos ouviram! estavam a coaxar muito mas pararam, talvez a tentar ficar invisíveis. Não funcionou, porque as vimos muito bem!


Conseguimos ainda identificar algumas das espécies do charco como a tabua-larga e o lírio

e vimos com muita pena que temos de controlar uma invasora que começa novamente a espalhar-se à volta do charco, a cana!

É bom ver a vida que o charco tem!





quarta-feira, 4 de março de 2026

Concurso "Uma Aventura": "Coelhinhos a salvo!"

 Hoje aproveitamos para falar de Natureza, de biodiversidade e elaboramos o texto para o concurso "Uma Aventura Literária".

Escolhemos o tema e concordamos que as personagens da nosso história teriam os nomes da turma que não tinham aparecido na história do ano passado. Para isso, viemos ao blogue para relembrar o texto, e a nossa história começou a ser criada.


Coelhinhos a salvo!

Numa bela tarde de sol, a turma do 2º. A saiu da escola numa Saída de Campo. Este ano tem estado um tempo muito mau para caminhar no monte, porque a chuva tem sido muita por isso, este sol brilhante parecia mesmo chamá-los!

Pelo caminho foram explorando o que os rodeava. Começavam a aparecer as primeiras folhas nas árvores e as primeiras flores no chão. 

Sempre que se ouvia um pássaro, alguém, pedia à professora o telemóvel para o identificar na aplicação. Ouviram o pardal-do-telhado, o chapim-real, o chapim azul e o pisco de peito ruivo, a milheirinha,...

Já bem longe da escola, ouviram um som que nunca tinham escutado!

- O que será? Será um pássaro? -perguntou a Mafalda.

- Eu acho que é uma águia! - disse o Gabriel.

A Juliana, que ia um bocadinho à frente, observou:

- Está ali um pássaro enorme!

- E está a voar em círculos! - acrescentou a Flor, que estava com ela.

O grupo aproximou-se e confirmou que era uma ave de rapina que de vez em quando se aproximava do solo.

- Está de certeza a tentar apanhar algum animal! - sussurrou o Pedro.

A professora pediu para avançarem silenciosamente e o grupo dirigiu-se para o local onde viam a águia a tentar pousar.

A Matilde, que era muito observadora, viu qualquer coisa a mexer junto ao tronco de um velho carvalho. Obedecendo ao sinal combinado na turma, agitou os braços e apontou.

- Oh! Está ali um coelhinho bebé! - disse a Dalila.

- São três! - disse o Kevin.

- Era isto que a águia estava a observar! - disse a Núria.

- A águia vai comer os coelhinhos! - disse, muito triste, o Tiago, perguntando:

- Professora, podemos levá-lo para a escola?

A professora compreendeu a preocupação de todos mas explicou que não podiam fazer isso porque eles não iam sobreviver porque ainda eram muito bebés.

Para tentarem distrair a águia, começaram a abanar os braços e a bater palmas e resultou porque a águia afastou-se.

Uns segundos depois o Dinis viu ao longe um coelho adulto e apontou para ele.

- Professora, será que aquele é o pai ou a mãe? Se for, eles já estão protegidos.

Entretanto, a águia continuava a voar em círculos mas não se aproximava.

Com muito cuidado, todos se afastaram um pouco, subindo o monte. Pararam junto a um medronheiro e esconderam-se atrás, tentando ficar bem imóveis.

O coelho adulto aproximou-se então do tronco do carvalho. Os três coelhinhos correram para ele e seguiram-no, desaparecendo num buraco junto ao tronco do carvalho.

- Viva! Conseguimos salvá-los! - gritaram todos, muito animados.

Todos sabiam que a natureza era mesmo assim, mas ficaram felizes por ter salvado os coelhinhos.

 


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sustentabilidade e matemática

 Como tem estado muita chuva, temos passado os nossos intervalos na sala a ver um filme, a jogar cartas, a brincar com algum brinquedo que alguém levou,...

A professora apresentou-nos dois jogos de tabuleiro que entram no concurso dos Jogos Matemáticos, o "Gatos e Cães" e o "Dominório". Estes jogos podem ser comprados mas, como somos uma Eco escola e nos preocupamos com o planeta, usamos uns tabuleiros que a professora fez já há muitos anos com uma turma anterior, reutilizando cartões. Para as peças usamos tampas de plástico. 

Como estavam a faltar algumas peças, fomos para o recreio e criamos conjuntos de tampas depois de despejar os garrafões que temos da recolha. 

A matemática está mesmo em todo o lado! Para esta tarefa separamos as tampas usando como critérios a cor e o tamanho e fizemos contagens (conjuntos de 28). Cada conjunto foi colocado numa saca individual e amarrado. Agora não nos faltam peças para o "Gatos e cães"!