quarta-feira, 22 de abril de 2026

Dia da Terra

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Terra

Este dia, instituído pela ONU, é celebrado no dia 22 de abril desde 1970, quando cerca de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos se manifestaram para exigir que o governo tratasse o meio ambiente como algo que merecesse proteção.

Para este ano foi escolhido o tema "Nosso poder, nosso planeta" que nos diz que precisamos acreditar no nosso poder de mudar, para o planeta proteger.

Este é também o primeiro dia da semana dos Global Action Days que este ano chamam a atenção para a ligação que existe entre as alterações climáticas e o acesso a alimentos seguros, nutritivos e sustentáveis.

Na nossa turma celebramos este dia com a primeira Saída de Campo do ano, depois do regresso da professora à escola.

Pelo caminho, como é habitual, fomos identificando espécies, distinguindo as autóctones das invasoras. 

Os montes estão muito bonitos! Predomina o verde mas pintado com o amarelo das giestas, o rosa da urze e o roxo do rosmaninho.

Vimos o Gigante Verde Pinheiro manso que registamos e voltamos a lembrar as diferenças entre este e o pinheiro bravo. Vimos muitos medronheiros e alguns carvalhos e sobreiros que escaparam ao incêndio do verão. Vimos as estevinhas, o olho-de-mocho e muitos, muitos pampilhos. Conhecemos umas flores pequeninas, cor-de-laranja e muito bonitas, o morrião. São tão pequeninas que quase não as vemos!

Logo nesta primeira paragem ouvimos o cuco e logo o imitámos! A professora disse-nos que ele é um parasita porque, em vez de construir um ninho, põe os seus ovos nos ninhos de outras aves, o pisco-de-peito-ruivo, por exemplo, atirando os ovos deles para fora do ninho. Quando os filhotes do cuco nascem, as "mães adotivas" cuidam deles com muito trabalho pois são enormes e comem muito! Será que elas não estranham os filhos?!  

Pelo caminho havia muitas, muitas borboletas, umas amarelas, umas alaranjadas que talvez fossem a borboleta-monarca, e uma que tem um nome muito fácil de adivinhar, a borboleta-zebra.

Nos muros cobertos de arroz-dos-muros havia muitas formigas atarefadas. Conseguimos encontrar também vários formigueiros numa zona onde foi cortado rente toda a vegetação. Ficamos com pena porque tinha sido naquela zona que o ano passado tínhamos vistos dezenas de joaninhas, o que nos levou a uma investigação que relembramos!

Já das ervas-das-pampas cortadas rentes não tivemos pena! Quantas menos houver melhor! Era bom é que elas não voltassem a dar sementes!

Daquele local pudemos observar um conjunto de umas mimosas ainda jovens. Também era bom se elas fossem controladas, mas não podemos fazer nada porque aquele terreno é particular. Encostada a um sobreiro vimos outra espécie de acácia

A situação mais grave foi o número de háqueas que contamos! A professora disse que em 2023, numa saída de campo com a turma anterior, tinham contado 3 plantas... Hoje contamos 13, pelo menos! Vamos fazer o que foi feito nos anos anteriores e enviar uma mensagem para a Câmara Municipal para as sinalizar e alertar para o perigo para a biodiversidade. Se nada for feito, elas vão multiplicar-se e a biodiversidade daquela zona vai ser completamente afetada!

Aproveitamos esta saída de campo para fazer revisões de estudo do meio. Aproveitamos um inseto para identificar  o tipo de alimentação, o modo de locomoção e a forma de reprodução. Quanto ao revestimento, aprendemos um novo tipo que não aparece no manual. Os insetos são revestidos de uma substância chamada quitina que forma uma carapaça rígida e impermeável que os protege. 

O Rodrigo foi operado há pouco aos pés e começou a ficar muito cansado por isso não fomos observar a surpresa de que a professora falou, a serapia que todos os anos nasce bem no meio do caminho.

Terminamos voltados para as serras do Parque das Serras do Porto e com direito a companhia porque uma mãe de um colega nosso do pré escolar parou para se oferecer para tirar uma fotografia de grupo e acabou por nos acompanhar connosco na parte final, aprendendo a conhecer melhor a biodiversidade que nos rodeia.

Esta foi uma bela forma de assinalar o Dia da Terra! 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Vicente, o mini biólogo

O Vicente adora tudo o que é a Natureza e ontem perguntou se podia trazer uma planta especial para apresentar à turma. Disse que pareciam uma espécie de pedras.  

Hoje conhecemos esta planta que o Vicente diz ser conhecido pelos nomes “Pedras Vivas” ou "Plantas Pedra".


Usando a aplicação PlantNet descobrimos que o nome científico era exatamente o que o vaso apresentava, Lithops. 


O Vicente explicou que estas plantas são umas suculentas exóticas e que têm este aspeto para se camuflarem nos desertos e escaparem dos predadores. Na Natureza podemos encontrá-las nos desertos e são pouco comuns.

Disse-nos que elas trocam de "pele" e que são todas diferentes.

Na próxima aula com os computadores, vamos investigar para saber mais sobre esta espécie.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Agricultores por um momento

Hoje foi dia de plantar duas videiras que nos ofereceram. Está já um pouco quente, não é a melhor altura para plantar, mas as videiras estavam num vaso, com torrão, deve correr bem!

Temos várias fruteiras mas videiras ainda não havia nenhuma. 

O nosso pomar fica agora mais completo!

A videira foi plantada na zona do charco e então pudemos explorá-lo um pouco. 
Umas rãs estavam a apanhar sol em cima de paus ou nas pedras do charco. De vez em quando uma saltava para a água.
Pudemos ainda  apreciar os lírios amarelos, uma espécie ripícola, que estão muito bonitos!


Uma Aventura e uma boa notícia

 A nossa turma participou no Concurso "Uma Aventura Literária 2026", e o nosso trabalho foi registado com o Nº1779, entre 11 366 trabalhos.
Como gostamos muito da Natureza e de fazer saídas de campo, a nossa aventura "Coelhinhos a salvo" decorreu numa floresta onde salvamos uma família de coelhos de ser comida por uma águia.
Hoje tivemos uma boa notícia! O nosso texto foi premiado com o 2.º lugar ,a categoria de texto original para o 1.º e 2.º ano!

Webinar "A biodiversidade da minha escola"

Hoje paramos um pouco as nossas tarefas habituais para assistir ao  Webinar "A biodiversidade da minha escola" .

A internet estava muito fraca e deixamos logo de ver imagem, apenas ouvíamos! Falou-se de hotel de insetos, de bebedouros para aves, de caixas-ninho,...A professora explicou-nos que a gravação vai ficar disponível e que depois a podemos ver com calma. 

terça-feira, 10 de março de 2026

Sinais de primavera

 Finalmente a chuva acalmou e nestes últimos dias deixou-nos sair da sala para explorar o recreio!

Alguém comentou que os dias até já parecem de primavera e a professora pediu-nos para procurar alguns sinais disso na natureza.

A maioria das árvores aparentemente ainda está sem folhas, mas, se observarmos bem, começamos a ver que as primeiras começam a brotar, sobretudo nos salgueiros que estão encostados à rede da escola, nos amieiros e nas aveleiras.

Outro sinal de primavera são os pássaros que escutamos e vemos a sobrevoar a escola. Sabemos que pelo menos uma das caixas-ninho está habitada por uma família de chapins!



As primeiras flores também já surgem, como estas do alecrim.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Um novo habitante no charco

Hoje o Vicente trouxe uma surpresa para o charco, um tritão de-ventre-laranja !

Nós sabemos que não devemos retirar os animais do seu habitat, mas esperamos que este tritão goste desta nova casa e faça amigos com os animais que já lá vivem, as rãs e outros tritões!

Sabemos que estes animais devem ter o corpo sempre húmido por isso ele foi sempre transportado numa caixa com água da ribeira. 

Com muito cuidado, o Vicente colocou-o na água do charco mais antigo.

Não quisemos colocá-lo no novo charco porque as suas margens ainda não estão preparadas para receber animais porque faltam as pedras que vão delimitar as margens permitindo-lhes subir e descer e abrigar-se. neste charco temos também uma tarefa, retirar o pinheiro que caiu durante o temporal.

Quando nos aproximávamos começamos a ouvir o barulho dos saltos das rãs para o charco!! Havia mesmo muitas rãs que estavam a aproveitar o calor do sol e que pularam para a água quando nos ouviram! estavam a coaxar muito mas pararam, talvez a tentar ficar invisíveis. Não funcionou, porque as vimos muito bem!


Conseguimos ainda identificar algumas das espécies do charco como a tabua-larga e o lírio

e vimos com muita pena que temos de controlar uma invasora que começa novamente a espalhar-se à volta do charco, a cana!

É bom ver a vida que o charco tem!