quinta-feira, 30 de abril de 2026

Dia Aberto

O nosso agrupamento celebrou hoje o Dia Aberto. 
Neste dia juntamo-nos todos na escola sede que está aberta a todos os que queiram participar.
Há sempre muitas atividades, é impossível participar em todas, mas tentamos sempre aproveitar ao máximo!
Este ano começamos pela pintura usando as nossas mãos, pinceis, esponjas, carimbos feitos de batatas, cotonetes,... para criar um trabalho coletivo a que chamamos "Biodiversidade". 
Passamos depois a uma sala onde vimos um grupo de colegas do 6.º ano com um número de ginástica e de seguida fomos ao laboratório onde vimos maquetes, observamos à lupa rochas e minerais e vimos ao microscópio pólen e a água do charco. Esta atividade foi apresentada por alunos do 9.º ano. À saída pudemos ver uma demonstração de um vulcão.
Noutras salas assistimos a uma dramatização e a declamação de poemas, completamos provérbios, escrevemos a nossa palavra preferida e completamos poemas.
Na sala orientada pelas educadoras, com plasticina criámos uma paisagem. Gostamos sempre muito de trabalhar com a plasticina!
No nosso percurso vimos muitas, muitas serapias! 
No fim da manhã, quando nos dirigíamos para a saída, assistimos a uma manifestação relembrando o 25 de abril.
Para o ano voltamos!


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Cuidadores da biodiversidade

De vez em quando temos de ir ao charco para regar ou para encher os bebedouros. Hoje fomos lá e deliciámo-nos com as rãs!

Quando estamos no recreio e até nas salas, ouvimos o coaxar bem forte e dá para perceber que são várias, mas ir mesmo lá é muito melhor! 

De longe conseguimos ver algumas pousadas numa pedra ou numa tábua que está no meio do charco. Quando nos sentem a aproximar, elas começam a saltar as margens para a água... Uma, duas, três, quatro,...São mesmo muitas!  Cada vez que uma salta, nós reagimos com um "Ei!" É mesmo divertido.


Hoje, para além de regar e encher os bebedouros, plantamos uns carvalhos que o Vicente trouxe. Esta não é a melhor altura, mas tentamos retirá-los com o maior torrão possível e vamos ter o cuidado de os regar.

Há mesmo muita biodiversidade na zona do charco! Há os dois amieiros enormes, carvalhos, pinheiros, aveleiras, áceres, sobreiros, amoreiras,.... Nesta altura do ano as árvores estão lindas, cobertas de folhas! As amoreiras estão já carregadas de fruto! Nas margens do charco há também várias aromáticas.

Para proteger e aumentar a biodiversidade colocámos os bebedouros. Com o charco, os insetos e as aves já têm onde beber mas de qualquer maneira, enchemos os bebedouros.


Gostamos muito destas tarefas!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Dia da Terra

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Terra

Este dia, instituído pela ONU, é celebrado no dia 22 de abril desde 1970, quando cerca de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos se manifestaram para exigir que o governo tratasse o meio ambiente como algo que merecesse proteção.

Para este ano foi escolhido o tema "Nosso poder, nosso planeta" que nos diz que precisamos acreditar no nosso poder de mudar, para o planeta proteger.

Este é também o primeiro dia da semana dos Global Action Days que este ano chamam a atenção para a ligação que existe entre as alterações climáticas e o acesso a alimentos seguros, nutritivos e sustentáveis.

Na nossa turma celebramos este dia com a primeira Saída de Campo do ano, depois do regresso da professora à escola.

Pelo caminho, como é habitual, fomos identificando espécies, distinguindo as autóctones das invasoras. 


Os montes estão muito bonitos! Quando paramos para lanchar Predomina o verde mas pintado com o amarelo das giestas, o rosa da urze e o roxo do rosmaninho.

Vimos o Gigante Verde Pinheiro manso que registamos e voltamos a lembrar as diferenças entre este e o pinheiro bravo. Vimos muitos medronheiros e alguns carvalhos e sobreiros que escaparam ao incêndio do verão. Vimos as estevinhas, o olho-de-mocho e muitos, muitos pampilhos. Conhecemos umas flores pequeninas, cor-de-laranja e muito bonitas, o morrião. São tão pequeninas que quase não as vemos!

Logo nesta primeira paragem ouvimos o cuco e logo o imitámos! A professora disse-nos que ele é um parasita porque, em vez de construir um ninho, põe os seus ovos nos ninhos de outras aves, o pisco-de-peito-ruivo, por exemplo, atirando os ovos deles para fora do ninho. Quando os filhotes do cuco nascem, as "mães adotivas" cuidam deles com muito trabalho pois são enormes e comem muito! Será que elas não estranham os filhos?!  

Pelo caminho havia muitas, muitas borboletas, umas amarelas, umas alaranjadas que talvez fossem a borboleta-monarca, e uma que tem um nome muito fácil de adivinhar, a borboleta-zebra.

Nos muros cobertos de arroz-dos-muros havia muitas formigas atarefadas. Conseguimos encontrar também vários formigueiros numa zona onde foi cortado rente toda a vegetação. Ficamos com pena porque tinha sido naquela zona que o ano passado tínhamos vistos dezenas de joaninhas, o que nos levou a uma investigação que relembramos!

Já das ervas-das-pampas cortadas rentes não tivemos pena! Quantas menos houver melhor! Era bom é que elas não voltassem a dar sementes!

Daquele local pudemos observar um conjunto de umas mimosas ainda jovens. Também era bom se elas fossem controladas, mas não podemos fazer nada porque aquele terreno é particular. Encostada a um sobreiro vimos outra espécie de acácia.

A situação mais grave foi o número de háqueas que contamos! A professora disse que em 2023, numa saída de campo com a turma anterior, tinham contado 3 plantas... Hoje contamos 13, pelo menos! Vamos fazer o que foi feito nos anos anteriores e enviar uma mensagem para a Câmara Municipal para as sinalizar e alertar para o perigo para a biodiversidade. Se nada for feito, elas vão multiplicar-se e a biodiversidade daquela zona vai ser completamente afetada!

Aproveitamos esta saída de campo para fazer revisões de estudo do meio. Aproveitamos um inseto para identificar  o tipo de alimentação, o modo de locomoção e a forma de reprodução. Quanto ao revestimento, aprendemos um novo tipo que não aparece no manual. Os insetos são revestidos de uma substância chamada quitina que forma uma carapaça rígida e impermeável que os protege. 

O Rodrigo foi operado há pouco aos pés e começou a ficar muito cansado por isso não fomos observar a surpresa de que a professora falou, a serapia que todos os anos nasce bem no meio do caminho.

Terminamos voltados para as serras do Parque das Serras do Porto e com direito a companhia porque uma mãe de um colega nosso do pré-escolar parou para se oferecer para tirar uma fotografia de grupo e acabou por nos acompanhar connosco na parte final, aprendendo a conhecer melhor a biodiversidade que nos rodeia.

Esta foi uma bela forma de assinalar o Dia da Terra!