Hoje celebra-se o Dia Internacional da Terra.
Este dia, instituído pela ONU, é celebrado no dia 22 de abril desde 1970, quando cerca de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos se manifestaram para exigir que o governo tratasse o meio ambiente como algo que merecesse proteção.
Para este ano foi escolhido o tema "Nosso poder, nosso planeta" que nos diz que precisamos acreditar no nosso poder de mudar, para o planeta proteger.
Este é também o primeiro dia da semana dos Global Action Days que este ano chamam a atenção para a ligação que existe entre as alterações climáticas e o acesso a alimentos seguros, nutritivos e sustentáveis.
Na nossa turma celebramos este dia com a primeira Saída de Campo do ano, depois do regresso da professora à escola.
Pelo caminho, como é habitual, fomos identificando espécies, distinguindo as autóctones das invasoras.
Os montes estão muito bonitos! Predomina o verde mas pintado com o amarelo das giestas, o rosa da urze e o roxo do rosmaninho.
Vimos o Gigante Verde Pinheiro manso que registamos e voltamos a lembrar as diferenças entre este e o pinheiro bravo. Vimos muitos medronheiros e alguns carvalhos e sobreiros que escaparam ao incêndio do verão. Vimos as estevinhas, o olho-de-mocho e muitos, muitos pampilhos. Conhecemos umas flores pequeninas, cor-de-laranja e muito bonitas, o morrião. São tão pequeninas que quase não as vemos!
Logo nesta primeira paragem ouvimos o cuco e logo o imitámos! A professora disse-nos que ele é um parasita porque, em vez de construir um ninho, põe os seus ovos nos ninhos de outras aves, o pisco-de-peito-ruivo, por exemplo, atirando os ovos deles para fora do ninho. Quando os filhotes do cuco nascem, as "mães adotivas" cuidam deles com muito trabalho pois são enormes e comem muito! Será que elas não estranham os filhos?!
Pelo caminho havia muitas, muitas borboletas, umas amarelas, umas alaranjadas que talvez fossem a borboleta-monarca, e uma que tem um nome muito fácil de adivinhar, a borboleta-zebra.
Nos muros cobertos de arroz-dos-muros havia muitas formigas atarefadas. Conseguimos encontrar também vários formigueiros numa zona onde foi cortado rente toda a vegetação. Ficamos com pena porque tinha sido naquela zona que o ano passado tínhamos vistos dezenas de joaninhas, o que nos levou a uma investigação que relembramos!
Já das ervas-das-pampas cortadas rentes não tivemos pena! Quantas menos houver melhor! Era bom é que elas não voltassem a dar sementes!
Daquele local pudemos observar um conjunto de umas mimosas ainda jovens. Também era bom se elas fossem controladas, mas não podemos fazer nada porque aquele terreno é particular. Encostada a um sobreiro vimos outra espécie de acácia
A situação mais grave foi o número de háqueas que contamos! A professora disse que em 2023, numa saída de campo com a turma anterior, tinham contado 3 plantas... Hoje contamos 13, pelo menos! Vamos fazer o que foi feito nos anos anteriores e enviar uma mensagem para a Câmara Municipal para as sinalizar e alertar para o perigo para a biodiversidade. Se nada for feito, elas vão multiplicar-se e a biodiversidade daquela zona vai ser completamente afetada!
Aproveitamos esta saída de campo para fazer revisões de estudo do meio. Aproveitamos um inseto para identificar o tipo de alimentação, o modo de locomoção e a forma de reprodução. Quanto ao revestimento, aprendemos um novo tipo que não aparece no manual. Os insetos são revestidos de uma substância chamada quitina que forma uma carapaça rígida e impermeável que os protege.
O Rodrigo foi operado há pouco aos pés e começou a ficar muito cansado por isso não fomos observar a surpresa de que a professora falou, a serapia que todos os anos nasce bem no meio do caminho.
Terminamos voltados para as serras do Parque das Serras do Porto e com direito a companhia porque uma mãe de um colega nosso do pré escolar parou para se oferecer para tirar uma fotografia de grupo e acabou por nos acompanhar connosco na parte final, aprendendo a conhecer melhor a biodiversidade que nos rodeia.
Esta foi uma bela forma de assinalar o Dia da Terra!
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