quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Semeadores de bolotas

 A professora lançou-nos um desafio, o de apanhar bolotas de carvalho para depois semearmos.

O ano passado só conseguimos apanhar bolotas de sobreiro, não havia de carvalho, mas este ano há e muitas, muitas!

Temos uma tabela na parede ao lado da balança. Cada um que traz bolotas mede a sua massa (aprendemos que é a forma correta, em vez de dizer que pesamos) e faz o registo na tabela. Aproveitamos para trabalhar a matemática pois fazemos arredondamentos: se alguém traz 785 gramas, arredondamos para 800 e se traz 412 apontamos 400g.

Também trabalhamos a matemática ao comparar valores, ao ordená-los ou ao estimar a recolha total de cada um.

No início da semana surgiu um pequeno problema... Começaram a aparecer na sala umas pequenas larvas que saiam das bolotas. Resolvemos então tirar os caixotes da sala e usámos a técnica habitual de separar bolotas furadas das perfeitas: colocámos as bolotas em água e tirámos as que ficam a boiar (e aqui trabalhamos a flutuação).



Hoje no intervalo pegámos nas furadas e fizemos lançamento para o monte ao lado da escola, uma tarefa bem divertida!

Talvez uma ou outra ainda germine! As que não germinarem podem servir de alimento a algum animal ou então vão decompor-se e transformar-se em matéria mineral. É altura de nos lembrarmos da frase de Lavoisier que nos diz que na natureza nada se criam, nada se perde, tudo se transforma!

As bolotas separadas serão semeadas no nosso viveiro ou então semeadas no monte ou apenas lançadas na próxima saída de campo que realizarmos. 

E assim ajudamos a Natureza!

terça-feira, 13 de outubro de 2026

"O que fazemos quando o nosso coração dói?"

Continuamos a explorar a história "O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo", agora, com a leitura do livro trazido pelo Vicente.

É a professora que está a fazer a leitura, mostrando-nos as imagens e parando para conversar sobre muitas das frases e pensamentos apresentados pelos quatro amigos, para percebermos o que significam.

Hoje a leitura parou numa pergunta:

"O que fazemos quando o nosso coração dói?"

Deste vez não era para respondermos em voz alta mas sim para pensarmos e responder num pequeno texto. Cada um usou a sua cabeça e o seu coração para responder e certamente haverá muitas respostas diferentes.

Amanhã vamos continuar a leitura e vamos ver qual foi a resposta dada!


A professora desafiou a turma a enviar o seu texto por correio eletrónico. Conforme os textos forem sendo enviados, vão ser colocados aqui neste espaço.


Quando o nosso coração está desiludido, triste e acabado, nós temos que ir ter com os nossos pais ou ir ter com um amigo confiável.

Quando o nosso coração está a doer, nós temos que respirar fundo e acalmar, nós temos que aprender com os nossos erros!!!
Tiago


O que nós fazemos quando o coração dói é nunca desistir porque senão, podemos perder muita coisa, como os amigos, que valem mais do que qualquer dinheiro.
Se nós perdermos uns amigos porque foram para outra escola, é visitá-los e nunca os esquecer.
Rodrigo Duarte

Quando o meu coração está desiludido, eu tento acalmar-me dando um abraço a minha mãe ou ao meu pai ou dando um abraço aos meus avós e é  assim que o meu coração volta a sorrir.
Pedro


Eu dou um abraço a alguém e tento acalmar-me ou então respiro fundo e dou três passos em frente e penso:
- Eu consigo acalmar-me! Tu consegues, vai, não fiques triste!
Eu tento-me acalmar ou também brinco com quem está à minha beira.
Vicente

Quando o nosso coração dói devemos tentar acalmar-nos. Às vezes é melhor estar um bocadinho sozinhos para pensarmos bem nas coisas e tentar acalmar-nos. 
Outras vezes tentamos parar de pensar nisso. Quando é mesmo muito grave, devemos falar com alguém, por exemplo, com a família.
Se for por uma coisa que tivemos mal, temos de tentar sempre até conseguirmos. Se não conseguirmos, temos de tentar pensar que demos o nosso melhor.
Temos de tentar ser fortes e nunca na vida desistir!❤️
Gabriel

Quando o meu coração dói eu bebo água .
Quando o meu coração dói eu dou um abraço aos meus pais e ao meu irmão.
Quando o meu coração dói eu ajudo a minha mãe e a minha avó a cozinhar.
Quando o meu coração dói eu faço os trabalhos mais rápidos para a professora me elogiar e o meu coração volta a sorrir.
Quando o meu coração dói, eu tento animá-lo.
Bárbara

Quando o meu coração dói eu vou brincar com o meu irmão à bola, para ver se passa.
Também vou à minha mãe para ela me fazer feliz.

Quando o meu coração dói eu vou dar um abraço ao meu pai, à minha mãe ou aos meus avós.
Rodrigo Silva


Quando o meu coração dói eu tenho de me por feliz. Eu tenho de brincar às mães com a minha bebé reborn.
Eu tento dizer elogios para mim própria
Eu canto, danço e falo com a minha família.
Mafalda


Quando o meu coração dói eu tento me acalmar.
O que eu faço para me acalmar? Finjo que cheiro uma flore assim eu me sinto melhor.

Quando o meu coração dói vou para a beira de quem me ama.

Quando o meu coração dói, se estiver em casa, ponho uma música relaxante.
Rúben


Quando o meu coração dói eu choro, fico triste e também vou para a beira da minha mãe porque à beira dela eu já me acalmo. 
Para o meu sorriso voltar, eu vou para a beira dos meus gatos.
Dinis


O que devemos fazer quando o nosso coração dói, é contar a um adulto próximo, à professora, aos pais, às funcionárias ou aos irmãos.
Ir fazer uma caminhada ao monte, ao parque, também acalma o meu coração.
Rodrigo Dias

Quando o meu coração dói eu dou um abraço à minha família, porque eu amo muito a minha família. 
Quando o meu coração dói eu relaxo ou brinco.
Dalila

Quando o meu coração dói eu sinto sentimentos tristes.
Quando o meu coração dói eu às vezes fico a chorar.
Quando o meu coração dói eu fico triste mas não vou desistir.
Quando o meu coração dói eu fico ainda mais corajoso.
Tomás

O que faço quando o meu coração está estranho?
Eu respiro fundo e vejo as coisas ao meu lado.
Eu fico assim quando o meu parente morre ou quando eu estou triste. Então, respiro fundo e olhos paisagens belas. 
Flor

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo

Quando vimos o filme a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental o Vicente disse que tinha o livro, que tinha sido um presente do primo Daniel! Hoje, conforme o combinado, trouxe-o para o explorarmos. 

Este livro foi escrito e ilustrado por Charlie Mackesy e editado em 2023.

É um livro um pouco diferente daqueles a que estamos habituados! É grosso, com uma capa clara e uma letra muito grande e desenhada. O texto não está escrito em versos mas comentámos que nos faz lembrar a poesia. Realmente o texto poético nem sempre nos aparece organizado em versos.

Há desenhos coloridos e outros a preto a acompanhar o texto que surge um pouco por todo o lado.

Hoje começámos a ouvi-lo numa leitura da professora. Havia muitas pausas para explorar cada uma das frases que iam surgindo. Estes quatro amigos têm muito para nos ensinar e fazem-nos pensar e conversar muito!

Amanhã seremos nós a continuar a leitura. No fim, vamos relembrar algumas das frases importantes que fomos ouvindo ou lendo e afixá-las na sala para que nunca nos esqueçamos delas na nossa vida!

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Dia Mundial da Saúde Mental

No dia 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental. 

Este dia foi celebrado pela primeira vez em 1992 por iniciativa da Federação Mundial para Saúde Mental (World Federation for Mental Health), uma organização global de saúde mental ligada a mais de 150 países e tem como objetivo sensibilizar as pessoas para a importância do bem-estar psicológico e combater as ideias erradas associadas às perturbações mentais.

Como este ano o dia 10 será no fim de semana, na nossa escola, respondendo a um desafio lançado pela psicóloga e pela professora de psicologia e filosofia do Agrupamento, antecipámo-lo para hoje.

Começámos o dia a falar de emoções,  identificando algumas. Cada vez que alguém apresentava uma nova, levantávamos o braço se já a tivéssemos sentido e percebemos que somos todos iguais e que todos já sentimos medo, ansiedade, tristeza, alegria, vergonha, orgulho,...

Vimos de seguida o filme "O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo" , uma história quee nos fala de quatro criaturas com umas características especiais, um menino curioso, uma toupeira gulosa, uma raposa cautelosa e um sábio cavalo que se encontram num dia de Primavera e estabelecem uma inesperada amizade. Os quatro exploram o mundo e vão colocando a si próprios grandes questões, vão passando por dificuldades e tribulações e sobretudo, aprendem a amar. Esta história fala de afetos, de esperança, de bondade, tocando-nos o coração.

Mesmo antes do intervalo da manhã, falámos do elogio e da sua importância. Estivemos a pensar elogios e cada um escreveu um num coração verde, da cor assinalada à saúde mental. Estes corações foram afixados formando um grande coração no placar da sala.

De tarde cada um ilustrou o seu personagem preferido ou um momento da história.

É muito importante percebermos que temos de estar atentos aos outros e ajudá-los quando é preciso e também que não devemos ter problema em pedir ajuda pois isso não é um sinal de fraqueza mas sim de coragem!

O Vicente disse que tinha este livro em casa e ficou a promessa de o lermos juntos na sala!

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Poema coletivo: Eu quero ser...

Esta semana temos falado do poema e das suas características. Aprendemos que o poema é formado por versos, cada uma das linhas, que se podem organizar em várias estrofes. Falámos da rima como forma de enriquecer o poema e explorámos muitas rimas.

Hoje, respondendo a um desafio do manual, dedicámos a aula à escrita de poemas, criando um poema sobre a profissão que gostaríamos de ter no futuro. profissões. Começámos por criar um poema coletivo e para isso estivemos a ver as profissões que não variam conforme o género. Havia o/a taxista, o/a dentista, o/a motorista, o/a maquinista,... e acabámos por escolher o/a cientista.

Começámos por escolher um verso e resolvemos repeti-lo ao longo do texto, e assim nasceu o nosso poema coeltivo.

Eu quero ser…

Eu quero ser cientista

para muito investigar.

Vou pegar numa ametista

para bem a estudar.

 

Eu quero ser cientista

para o mundo conhecer.

Vou investigar cada pista

para conclusões obter.

 

Eu quero ser cientista

para poder descobrir

as dúvidas que tenho na lista

e respostas conseguir.

 

 Eu quero ser cientista

e festejar cada conquista!


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Heróis da Fruta

Este ano voltamos a participar no "Heróis da Fruta", um projeto promovido pela APCOI (Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil) para incentivar o consumo de fruta e legumes nas escolas.

Durante 5 semanas letivas, vamos destinar 5 a 15 minutos diários a falar de alimentação saudável e da importância das frutas e vegetais, a ver vídeos, a realizar atividades de pintura, entre outras. 

Em cada semana vamos trabalhar um superpoder   e vamos começar com o da Super Coragem.

Teremos como companhia o Yoga, a Sushi e o TukTuk, os Heróis da Fruta que nos convidam a ajudá-los a salvar o planeta à dentada.

Temos um passaporte que vamos preencher em cada dia. Começamos por indicar o nosso compromisso individual, assinalando um desafio diário de acordo com os superalimentos ingeridos na escola. O passaporte foi imprimido a preto e branco mas nós demos-lhe cor !


Como desafio extra, mais uma vez, escolhemos todos, porque achamos todos importantes! Assim, teremos de beber água, dar abraços e dançar, todos os dias, várias vezes!

Já começámos a apresentar os lanches a semana passada, mostrando que estamos empenhados em aumentar o consumo de fruta! De vez em quando a professora vai fotografá-los.


Como os desafios são mesmo para cumprir, também já iniciámos
o visionamento dos vídeos e as as atividades de dança, aproveitando o hino do projeto!

Ao longo destas 5 semanas vamos mostrando um pouco do que vamos fazendo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Eleição do delegado de turma

 Uma das primeiras tarefas que fazemos em turma é a eleição do delegado de turma, alguém que vai representar a turma em diversas situações. Como hoje estava toda a gente, era o momento ideal para a votação.

Começamos por lembrar as responsabilidades que o cargo impõe e pensar nas características necessárias. Já sabemos que votar no amigo pode não ser a melhor decisão.

Para pensar nas características de um bom delegado lá fomos nós procurar os adjetivos adequados. Terá de ser alguém responsável, atento, organizado, empenhado, atento, amigo, ... 

O voto foi secreto. Cada um escreveu o nome escolhido e os papéis foram colocados numa caixa.

A professora Ana estava na sala e ajudou a fazer o registo no quadro. Aproveitámos para trabalhar a matemática e o tratamento de dados: registou-se a contagem conforme os papéis eram retirados da caixa e depois registou-se a frequência. Para confirmar, somamos os votos. Como não houve empates, ficou tudo decidido à primeira votação!

Desta eleição foi feita uma ata que será assinada por todos. 

Como Delegado de turma, com 5 votos, foi eleito o Gabriel. O Tiago, com 4 votos, ficou o Subdelegado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

De volta!

Após umas merecidas férias, voltámos  à escola.

Voltamos às brincadeiras, às conversas, às descobertas, às ansiedades e às inseguranças.

Estamos aqui para nos ajudar e apoiar uns aos outros!

A todos, um bom 3.º ano!


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Dia Mundial da Criança

O dia 1 de junho foi escolhido como Dia Mundial da Criança em 1925, durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança, realizada em Genebra. 

Esta data relembra-nos os direitos, o bem-estar e a proteção das crianças e a importância de garantir um futuro saudável e seguro para todas as crianças.

Na nossa escola, este ano assinalamos  a data duas vezes, com a ajuda da Enosis e da Junta de Freguesia. 

A primeira vez, no dia 27 de maio, com um espetáculo apresentado por dois artistas ucranianos que nos deixaram encantados com experiências com água e outros materiais. O que eles faziam era ciência, mas parecia magia e adoramos!




No verdadeiro Dia da Criança tivemos um gelado oferecido também oferecido pela Junta de Freguesia e fizemos pinturas faciais.


terça-feira, 23 de junho de 2026

Forest School

 Hoje saímos da escola para uma atividade diferente! Fomos explorar a escola da natureza.

Fomos de autocarro até uma zona muito bonita, onde há muita floresta nativa e muita biodiversidade de fauna e flora.

As nossas atividades foram orientadas pelo Raúl que começou logo com uma brincadeira, mostrando-nos um pau de uma árvore e perguntando o que era. Era um pau, um ramo, um cano,...era o que íamos respondendo mas ele dizia sempre que não! O Rodrigo disse que parecia uma var inha mágica e o Raúl confirmou!

-  Que mais? - perguntou ele.

Aí todos percebemos o que ele queria e dissemos uma espada, um microfone, uma colher, uma caneta, uma antena, ... O que o Raul nos pedia era para usarmos a nossa imaginação.

Pelo caminho até à base fomos explorando o que nos rodeava e respondendo às perguntas do Raul. Identificámos árvores, apontámos os líquenes e soubemos dizer o nome dos bogalhos e dizer mais ou menos o que eram.

Já na base sentámo-nos nuns troncos para ouvir o que tínhamos que fazer. Fizemos um jogo em que o Raul era uma raposa e nós os coelhos que tentávamos chegar à base sem dar nas vistas, escondendo-nos cada vez que ele "acordava".

Depois fomos construtores de uma verdadeira cidade

Já na roda aprendemos e cantámos uma canção que o Raul acompanhou no ukulelé.

A Dalila fazia anos e tivemos um lanche especial! A mãe dela apareceu com um bolo! Cantámos os parabéns e comemos uma fatia daquele bolo delicioso e fresco!

Gostámos muito desta atividade e esperamos repeti-la!


 

sábado, 6 de junho de 2026

Uma visita ao rio

 O Vicente gosta muito da natureza e diz que quer ser biólogo.

Foi lançado à escola o desafio de visitar uma linha de água e de partilhar registos connosco.

O Vicente com a madrinha pôde conhecer um bocadinho do rio Sousa, tentando seguir um percurso que as pessoas, há muitos anos, faziam para cortar caminho para ir para o comboio. A madrinha contou-lhe que o rio era a piscina de antigamente e que foi ali que os mais velhos aprenderam a nadar. Ali naquele sítio do rio era também colocado para demolhar, há muitos anos, a planta do linho, numa das fases de tratamento. É possível ainda ver as ruínas de uns moinhos que utilizavas a força das águas para fazer rodar as mós.

O Vicente observou as margens no estado natural, cheias de vegetação que tornam quase impossível caminhar e viu as zonas onde a junta de freguesia atuou, permitindo já passar. 

Como é muito curioso, aproveitou para identificar árvores como o amieiro ou o choupo e usou a app Merlin para identificar os pássaros. Junto à água conseguiu apanhar um alfaiate e conseguiu ouvir algumas rãs, apesar de não ter visto nenhuma. Uma das fotografias era muito curiosa porque mostrava o abraço de uma austrália a um plátano! Esse plátano, como o Vicente comentou, é um gigante verde que já está registado no projeto das Gigantes Verdes, como todos as outras árvores de grande porte de Recarei e de Aguiar de Sousa!

Naquela zona há um ribeiro afluente que atravessa a estrada num túnel de granito.

O Vicente comentou que a água não era muito transparente mas também não parecia muito poluída. A Sua cor verde escura devia-se, certamente, ao reflexo das árvores.

Obrigada pela partilha, Vicente!